Ossos
"Show Your Bones" é o mais recente trabalho dos Yeah Yeah Yeahs, a banda novaiorquina liderada por Karen O.
"Gold Lion" é o primeiro avanço e começa com uma frase enigmática, que vai de encontro às tendências surrealistas dela: "Gold Lion's gonna tell me where the light is". É uma canção pop rock mais tradicional do que o som a que nos habituaram os YYY e outras bandas da cena de Nova Iorque (como os esquisitos e, esses sim, muito surrealistas The Liars, que passaram pelo palco do Super Rock Super Bock de há dois anos). A voz de Karen O, entre o rouco e o claro, ao desafio, gingada como uma rufia afinada, canta uma melodia simples e orelhuda, pontuada por um refrão minimalista de "Oho Oho's".
O resto do álbum é muito homogéneo, nada destoa, nada está fora de mão. São os alicerces que aqui estão. A fórmula "menos é mais". "Phenomena", "Way Out" e "Chetead Hearts" são alguns momentos altos. Não é aquela loucura sexy, dengosa, doce mas a rasgar de "Maps", o single que conquistou meio mundo há dois ou três anos, em parte responsável pelo meio milhão de cópias vendidas do primeiro álbum, "Fever to Tell". Mas, ainda assim, "Show Your Bones" é bom e coerente. A Rolling Stone dá-lhe 4 estrelas em cinco. Sobretudo, é música para os ouvidos dos fãs do indie fartinhos de ouvir que o rock morreu e que tudo o que aparece agora são mutações do som índigena feito em Nova Iorque há 25 anos atrás por pioneiros como os Sonic Youth.
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